Agulhamento Seco para Tratamento da Hipertonia e Espasticidade

Atualizado: Mar 28

Amplamente utilizado para o tratamento da dor ocasionada por Pontos-gatilho Miofasciais, o agulhamento a seco vem se tornando uma alternativa para o manejo da hipertonia e da espasticidade.

Estudos iniciais na Espanha, demonstram que após a utilização da técnica de agulhamento seco, ocorrem mudanças na arquitetura muscular e nas propriedades viscoelásticas de músculos espásticos. A evolução de aspectos funcionais, a redução da espasticidade de acordo com a Escala de Ashworth Modificada, além do registro de melhora de atividade cerebral após a aplicação da técnica também são relatadas.

Do ponto de vista celular, alguns autores demonstram em seus estudos, sequências de acontecimentos bioquímicos que levam ao aumento da recaptação de acetilcolina na placa motora.

Acredita-se que estes efeitos estejam ligados à resposta mecânica ocasionada pela introdução da agulha nos músculos com placas motoras disfuncionais, com excesso de liberação de acetilcolina e por consequência, excesso de atividade neuromuscular.

Sabe-se que a espasticidade é ocasionada por lesões neurológicas e tem hipótese principal de causa na excitabilidade do reflexo de estiramento e/ou na falta de comando eferente inibitório, sendo ainda acentuada por alterações biomecânicas em forma de “reação associada”.

Desta forma, o Agulhamento Seco pode ser uma ferramenta terapêutica coadjuvante eficaz para o manejo da espasticidade, proporcionando melhora da percepção e da extensibilidade muscular. A partir disso, é capaz de promover o relaxamento dos músculos espásticos, para posterior treinamento direcionado à aquisição de funcionalidade em pessoas com lesão no sistema nervoso central e/ou periférico.