Perda de Campo Visual: Tratamento de Restituição, Substituição e Compensação

Atualizado: Mar 28

A perda de campo visual pode ocorrer por lesões que afetam qualquer parte da via visual, desde a retina, passando pelo nervo óptico e derivações, até o córtex visual primário e suas associações. Portanto, doenças oculares (como glaucoma e retinopatia diabética), e doenças neurológicas como o AVC, ocasionam perdas de campo visual.

É caracterizada pela perda da visão em determinadas regiões, e pode ser classificada como quadrantopsia, hemianopsia bilateral e hemianopsia contralateral. Existe ainda, uma situação não classificada como perda de campo visual por alguns autores, porém com apresentação similar, que é o chamado escotoma, ou seja, um ponto específico da imagem visual que aparece como uma mancha preta em alguma região do campo visual.

Do ponto de vista funcional, a pessoa com perda de campo visual apresenta dificuldade na realização de cálculos e pode por exemplo, bater-se em portas e mesas. É bastante comum a negligência de um lado do corpo, ocorrendo situações em que se come a comida apenas de um lado do prato. O desempenho de atividades de vida diária tornam-se muito difíceis para pessoas com déficits de campo visual e atividades como dirigir tornam-se complicadas e são desaconselhadas inicialmente.

O tratamento para este tipo de disfunção é dividido em três tipos de terapia.

A primeira delas é a terapia de restituição, e tem o objetivo de restaurar o campo visual perdido. Atualmente, existe boa perspectiva de restauração parcial de campo visual com o uso da neuromodulação transcraniana não invasiva.

O segundo tipo de terapia, a terapia de substituição, tem sua principal abordagem por meio do uso de óculos com prisma e adaptação de ambientes.

Mais comumente utilizada, a terapia de Compensação é o terceiro tipo de tratamento utilizado. Esta, consiste no treino de exercícios e movimentos oculares e posturais a fim de compensar o campo visual perdido.

As perspectivas futuras para o tratamento da perda de campo visual são boas e estudos indicam que a união entre a neuromodulação transcraninana não invasiva com os exercícios oculares apresenta bons resultados.

O Fisioterapeuta Neurofuncional, com treinamentos em Fisioterapia Ocular e Neuromodulação Transcraniana não Invasiva é o profissional indicado para o tratamento.

O trabalho interdisciplinar entre Fisioterapeuta, Oftalmologista e Optometrista, novamente é a base para o melhor tratamento.




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